12 de abr. de 2026

Tem coisas que a gente não perde. Só esquece onde guardou.

Hoje, em 2026, no meio de um mundo que parece escrever sozinho, eu reencontrei um pedaço de mim que ainda precisava de pausa, de silêncio e de verdade. Esse meu blog, criado lá em 2005, quando tudo era manual, mais demorado e, talvez por isso mesmo, mais sentido.

Naquela época, escrever era quase um ritual. Abrir a tela em branco, pensar nas palavras, sentir cada frase antes de deixar ela existir. Não tinha algoritmo ditando alcance, nem pressa para publicar. Era só eu, minhas ideias e um espaço que funcionava como abrigo.

E então o tempo passou. Vieram as redes sociais, os formatos rápidos, os conteúdos que nascem prontos para desaparecer. E, no meio disso tudo, eu fui deixando esse lugar aqui em algum canto da memória. Não por falta de amor, mas por excesso de mundo.

Até hoje.

Reabrir esse blog foi como abrir uma caixa antiga e perceber que tudo ainda está lá. As versões de mim que já fui, os pensamentos que eu nem lembrava mais que tinha, as histórias que só fazem sentido porque foram registradas no momento em que aconteceram.

E que coisa curiosa: enquanto hoje existem inteligências artificiais capazes de escrever textos inteirinhos em segundos, o que mais me tocou foi justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir completamente. A imperfeição. O contexto. O sentimento cru de quem estava vivendo, e não apenas descrevendo.

E, ao reler tudo isso, eu me enxerguei no tempo. Vi o quanto cresci, o quanto amadureci, o quanto a minha escrita mudou sem que eu percebesse. As palavras ficaram mais firmes, mais conscientes, mais minhas. As imagens também contam essa história. A qualidade delas, os ângulos, os registros… tudo evoluiu junto comigo. Não é só um blog. É uma linha do tempo viva da minha própria transformação. São anos que não cabem em resumo, anos que se mostram nos detalhes, nas entrelinhas, nas versões de mim que ficaram guardadas aqui, esperando o dia em que eu voltaria para olhar e entender o quanto caminhei.

Esse blog não é só um arquivo. Ele é um retrato vivo. Um lembrete de que a minha história não começou agora, nem cabe em legendas rápidas. Ela foi sendo construída, palavra por palavra, ao longo dos anos.

Talvez eu volte a escrever aqui com mais frequência. Talvez não. Mas o simples fato de reencontrar esse espaço já me diz muita coisa.

Em um tempo onde tudo pode ser gerado, otimizado e automatizado, ainda existe um valor imenso em parar, sentir e escrever com as próprias mãos, mesmo que seja digitando.

Agora entendo, não é sobre quem escreve melhor. É sobre quem viveu aquilo que está sendo escrito.
E eu, ah, como eu vivi.




20 de out. de 2022


 Hey mujer!

Revirando links online e relembrando da garota do blog de 2005. Será que está pronta pra entender tudo o que aconteceu nestes últimos anos? 

Só pra acelerar o coração - Nicolas veio.❤

12 de fev. de 2015

Valentine's Day

Me transporto ao passado nesse Valentine's Day (Dia dos Namorados), em um pulo breve. Tudo começa a ficar explicitamente claro, Viajo a anos atrás, e começo a me lembrar de quando comecei a ter amores veraneios, que nunca subiam a montanha. Sou uma pisciana sonhadora, iludida e que só se fode (fato). Sempre achei que encontraria o ultimo amor da minha vida, mas sempre encontrava outro, outro e mais outro. Era adolescente, claro que eu me encantaria varias vezes, e nessas vezes sempre achava que era único, e que morreria ali, a cada pé na bunda. 
Com o passar dos anos, cada vez que superava um pé no rabo, erguia minha cabeça de um modo diferente. Mas sempre prometia a mim mesma que nunca mais me apaixonaria novamente, e logo aparecia um nariz fino (adoro homens de nariz fino) e me fazia mudar de ideia.  Eu cresci, e comigo cresceu a intensidade de tudo - das dores, os amores, os prazeres e os desprezos. Sempre me pego a imaginar como seria minha vida, se eu tivesse tomado uma decisão diferente há alguns anos atrás. Mas não é tempo de reclamar do que passou, e nem deixar de aproveitar o que está por vir. É hora de intensificar tudo o que existe dentro de mim, da gente. Quero que saiba, que eu estou perdendo noites de sono, imaginando como seria meu mundo sem você. Quero que você sempre lembre de mim pelo que sou. Que seu cheiro sempre esteja dentro da minha lembrança. Que você seja tão doce quanto tubaína. Que todos estes anos sejam eternos. Lembrar o passado não é tosco, é revigorante saber que já passamos por muita coisa, e que esse amor é o único que me despertou a vontade de escalar a montanha. Eu sempre quis que você fosse meu (eternamente). Mas se não for, que seja livre.
E que volte sempre que der. 

16 de jan. de 2015

A tua coragem



Uma coisa eu admiro em você, sua coragem. Ou pelo menos a tua audácia de querer estar sempre perto de mim. Às vezes nem mede as consequência do tamanho da avalanche que poderia descer da montanha. E só de pensar o tamanho da tragédia já me sinto culpada. É claro, e obvio que tudo poderia ser diferente (não preciso dizer varias vezes o quanto você me faz bem e eu te amo desenfreadamente). Imagina só, como seria nossa vida, nossa rotina, nossos finais de semana e talvez se tivéssemos férias, como elas seriam divertidas (ou talvez não). Minha cabeça insistiu a madrugada inteira nesse texto, mas eu tive preguiça de digitar pelo celular e mais preguiça ainda de levantar e pegar o notebook e transcrever tudo o que flutuava na minha mente. Mas enfim, estou colocando pra fora a minha admiração por você e te desejando bom dia (pois sei que você sempre está aqui no meu cantinho lendo o que escrevo), saiba que sempre estarei aqui esperando pelo “nós” momentâneo de cada dia. Obrigada por ser o meu vicio há tantos anos, por sempre me lembrar de que sou aquela menina boba da Rua Dom Pedro e por sempre tentar me fazer o melhor (mesmo sendo impossível).

13 de jan. de 2015

Sempre você

O destino sempre me mostrou você, em todos os caminhos possíveis que eu tomei e tomo até hoje. Os anos se passam, e ali, você sempre estará. Uma alma cativante, um sorriso malicioso e palavras que tocam tão profundamente, que parecem chegar na alma. Eu jamais desisti de nós dois, e nem deveria desistir. Todos os dias, é como se fosse uma confirmação de que um dia destes, tudo vai acontecer de uma forma bem natural, e todos os nossos desejos e planos começaram a se realizar. Os anos passam, e essa vontade de permanecer juntos prossegue. Por vezes, me questiono em como pode existir uma coisa assim, tão estranha dentro de mim. Um sentimento sem definição ou nomeação. Será você? Será um dia deste, nós dois? Será que poderá existir mais alguma coisa entre nossos corações (bobos e idiotas)? Nunca conseguirei respostas, e nunca conseguirei parar de formular ou reformular as perguntas. Vai sempre existir este ‘será’, ‘poderá’ ou ‘haverá’. Talvez um dia, em um futuro distante, seremos nós. Mas desde já, digo com todo meu coração que sempre foi você. Desde sempre você.